sábado, 15 de setembro de 2012


       Síntese do artigo lido

 A sociedade da aprendizagem e o desafio de converter informação em conhecimento

            Hodiernamente, deparamo-nos com um questionável paradoxo: muitos são os alunos que não conseguem aprender aquilo que a sociedade lhes cobra; de outro lado, constatamos a busca desmedida de alguns para adquirirem múltiplos conhecimentos ao mesmo tempo.
            Posto isso, corroboramos com Pozo, ao dizer que “cada vez se aprende mais e cada vez se fracassa mais (Pozo, 2001). Diante desse cenário, o que cabe à escola fazer? Que ferramentas deve utilizar a fim de diminuir o fracasso escolar, promovendo uma aprendizagem significativa?
            Em meio a tais questionamentos, a “nova cultura da aprendizagem” busca transformar a sociedade do conhecimento, almejando propiciar um âmbito acolhedor àqueles que anseiam aprender.
            Todavia, o processo de alfabetização abrange competências maiores. Para que o indivíduo se conecte a esse mundo virtual, necessário não apenas decodificar palavras, mergulhar no universo do letramento, como também, estar informaticamente alfabetizado, manejar com propriedade o computador e utilizá-lo a seu próprio favor – incorporá-lo no seu cotidiano a fim de facilitar a construção e/ou aquisição do conhecimento, o qual, certamente, é ilimitado.
            Com o desbravamento da Era Digital e o avanço das tecnologias da informação, a escola passa a não se constituir como a primeira fonte de conhecimento para os discentes, já que muitos recorrem a novos equipamentos capazes de responderem às suas dúvidas. Assim, surge outro problema: ou a escola utiliza também tais equipamentos para as práticas pedagógicas ou passa a concorrer com eles – o que, convenhamos, é bastante desleal, visto que a multiplicidade de vantagens que as mídias oferecem são consideravelmente superiores ao tão-somente “quadro e giz”.
            O ingresso ao mundo da nova cultura da aprendizagem promove, ainda, a formação de um sujeito cidadão, inserido na sociedade de forma democrática, inclusiva.
            Além disso, o ensino de novas competências para a gestão do conhecimento requer um trabalho bem delineado dos professores, pois a eles cabe a incumbência de inserir os educandos no universo da gestão metacognitiva, propiciando-lhes o enfrentamento de tarefas e desafios que os envolverão na sociedade do conhecimento. Para tanto,  mister se faz “ensinar os alunos a partir das diferentes áreas do currículo, cinco tipos de capacidades para a gestão metacognitiva do conhecimento” ( Pozo e Postigo, 2000 -2001), que se referem, prioritariamente, à aquisição, interpretação, análise, compreensão e comunicação da informação.
            Logo, necessário se faz rompermos com paradigmas conservadores no âmbito educacional, aprendendo a navegar na internet sem nos distanciarmos da leitura crítica diante das ilimitadas informações que nos chegam velozmente a cada instante.

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