Síntese do artigo lido
A sociedade da aprendizagem e o desafio de
converter informação em conhecimento
Hodiernamente,
deparamo-nos com um questionável paradoxo: muitos são os alunos que não
conseguem aprender aquilo que a sociedade lhes cobra; de outro lado,
constatamos a busca desmedida de alguns para adquirirem múltiplos conhecimentos
ao mesmo tempo.
Posto
isso, corroboramos com Pozo, ao dizer que “cada vez se aprende mais e cada vez
se fracassa mais (Pozo, 2001). Diante desse cenário, o que cabe à escola fazer?
Que ferramentas deve utilizar a fim de diminuir o fracasso escolar, promovendo
uma aprendizagem significativa?
Em
meio a tais questionamentos, a “nova cultura da aprendizagem” busca transformar
a sociedade do conhecimento, almejando propiciar um âmbito acolhedor àqueles
que anseiam aprender.
Todavia,
o processo de alfabetização abrange competências maiores. Para que o indivíduo
se conecte a esse mundo virtual, necessário não apenas decodificar palavras,
mergulhar no universo do letramento, como também, estar informaticamente
alfabetizado, manejar com propriedade o computador e utilizá-lo a seu próprio
favor – incorporá-lo no seu cotidiano a fim de facilitar a construção e/ou
aquisição do conhecimento, o qual, certamente, é ilimitado.
Com
o desbravamento da Era Digital e o avanço das tecnologias da informação, a
escola passa a não se constituir como a primeira fonte de conhecimento para os
discentes, já que muitos recorrem a novos equipamentos capazes de responderem
às suas dúvidas. Assim, surge outro problema: ou a escola utiliza também tais
equipamentos para as práticas pedagógicas ou passa a concorrer com eles – o
que, convenhamos, é bastante desleal, visto que a multiplicidade de vantagens
que as mídias oferecem são consideravelmente superiores ao tão-somente “quadro
e giz”.
O
ingresso ao mundo da nova cultura da aprendizagem promove, ainda, a formação de
um sujeito cidadão, inserido na sociedade de forma democrática, inclusiva.
Além
disso, o ensino de novas competências para a gestão do conhecimento requer um
trabalho bem delineado dos professores, pois a eles cabe a incumbência de
inserir os educandos no universo da gestão metacognitiva, propiciando-lhes o
enfrentamento de tarefas e desafios que os envolverão na sociedade do conhecimento.
Para tanto, mister se faz “ensinar os
alunos a partir das diferentes áreas do currículo, cinco tipos de capacidades
para a gestão metacognitiva do conhecimento” ( Pozo e Postigo, 2000 -2001), que
se referem, prioritariamente, à aquisição, interpretação, análise, compreensão
e comunicação da informação.
Logo,
necessário se faz rompermos com paradigmas conservadores no âmbito educacional,
aprendendo a navegar na internet sem nos distanciarmos da leitura crítica
diante das ilimitadas informações que nos chegam velozmente a cada instante.
Nenhum comentário:
Postar um comentário