segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Relato de experiência


Relato de experiência

Sempre acreditei no potencial dos meus alunos. Mesmo diante de empecilhos diversos, creio que a prática pedagógica se ressignifica quando o docente trabalha com dedicação e amor.
Por isso, busco fazer das minhas aulas uma oportunidade de construção – de saberes, de visões de mundo, de prática de leitura e escrita, momento de comunicação e reflexão. Através da partilha, a aprendizagem se consolida. Mesmo os alunos com extrema defasagem, conseguem assimilar algum conhecimento (no seu ritmo, obviamente).
Sob esse prisma, utilizar estratégias diferenciadas motiva os discentes, os quais mantêm uma relação estreita com o universo midial, já que manuseiam com propriedade  a tevê, o aparelho de som, DVD, celulares, câmeras digitais, computadores, entre outras ferramentas de que dispõem.
Em nossa escola, como possuímos a A.V.C – Academia Volpe de Cultura – costumamos abusar da criatividade e do trabalho interdisciplinar a fim de promovermos concursos literários, campeonatos, teatro, dança, música, jogos, desafios matemáticos, o que propicia o desenvolvimento das habilidades dos educandos,  privilegiando as inteligências múltiplas.
Dessa forma, registramos os eventos – utilizando os celulares, a câmera digital e a filmadora –, empregamos o datashow para projetar slides, passar filmes, ou mesmo para ministrar as aulas. Em outras ocasiões, os próprios alunos usam tais equipamentos para se inserirem no processo de ensino e aprendizagem.
Um exemplo da utilização das TIC – Tecnologias da Informação e da Comunicação – na escola ocorreu em julho do presente ano, quando os alunos do nono ano, participando do Projeto EPTV na Escola, tiveram de realizar diversas pesquisas a respeito do tema: “Redes sociais: caminhos para um novo mundo?”, ler textos distintos, montar apresentação em power point, fazer produções textuais e apresentar o resumo do projeto aos alunos de outras turmas. Para isso, fizeram uma busca na internet (em casa, pois a escola não dispõe de tal acesso) selecionando o material, frequentaram o Laboratório de Informática, usaram notebook, câmera digital e celular. O resultado foi bastante satisfatório, já que conseguiram atrelar as TIC à própria aula.

sábado, 15 de setembro de 2012

Comentário sobre a minha prática pedagógica



Minha prática pedagógica é pautada no respeito mútuo, na busca pela interação, pois acredito que o discente precisa ter vez e voz, externar o que sente e pensa, a fim de, paulatinamente, construir o próprio conhecimento. Para isso, utilizo estratégias diferenciadas, como leituras diversas, trabalho dinâmico com compreensão textual, produção textual mediante um assunto abordado e/ou discutido, aulas extrassala e projetos que enriquecem as aulas. Penso que, nesse contexto, a tecnologia muito pode contribuir, pois ela é um recurso de extrema valia – desde que aplicada com objetivos bem delineados. Computador, internet, câmeras digitais, filmadoras, IPhone, entre outros, despertam a atenção dos alunos e são, também,  boas estratégias para o ensino do conteúdo almejado.

Descrição de atividades


                     ESCOLA MUNICIPAL NAPOLEÃO VOLPE
                         Professora: Marília de Souza Neves

Descrição de atividades (oficinas) a serem realizadas em junho/2012*

·         Disciplina: Língua Portuguesa
·         Conteúdo curricular: leitura e compreensão de texto escrito
·         Tema das oficinas: Histórias do Cotidiano: explorando os elementos de uma crônica
·         Turma onde aplicará as atividades: 9º ano
·          Tempo previsto para a aplicação das oficinas: 4 aulas de 50 minutos
             
OBJETIVOS DA APRENDIZAGEM
  • Explorar os elementos constitutivos de uma crônica e os recursos literários utilizados pelo autor.
  • Empregar as figuras de linguagem.
  • Conhecer expressões próprias do mundo do futebol.
  • Ler uma crônica de Armando Nogueira.
  • Utilizar o Laboratório de Informática para ampliar a visão dos alunos sobre o gênero textual estudado.
  • Utilizar as linguagens oral e escrita, respeitando as opiniões dos colegas.

ETAPAS DA ATIVIDADE (METODOLOGIA)
            Primeiramente, a professora motivará a turma a participar das aulas, explicando aos alunos que participarão de oficinas relativas à Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro (continuar o trabalho iniciado).
            Seguidamente, recapitulará com os alunos os conceitos e exemplos de figuras de linguagem (comparação, metáfora, catacrese, metonímia, personificação, hipérbole, sinestesia, antítese, ironia, eufemismo etc), construindo com eles um cartaz chamativo – o qual lhes servirá para consultas posteriores.
            No segundo momento, a professora dividirá a sala em grupos – de modo que em cada um deles haja pelo menos um aluno que goste de futebol – e lhes distribuirá cinco cartões contendo palavras do universo do futebol e um dicionário. A tarefa consistirá em conversar e conhecer o significado dessas palavras no dia a dia e no futebol. Por exemplo, chocolate: produto alimentício de cor marrom, sólido, pastoso ou em pó, que tem como matéria-prima o cacau; e chocolate: goleda, derrota de um time por placar expressivo. Depois, a professora pedirá aos alunos que confiram no dicionário as definições do grupo. Caso o grupo não acerte, deverá corrigir e escrever a resposta correta. Feito isso, a professora solicitará que a turma compartilhe o resultado do trabalho
(usará a disposição dos alunos em semicírculo) e retomará o sentido da palavra “pelada”.
            No terceiro momento, a docente conduzirá os alunos ao Laboratório de Informática a fim de que leiam o texto intitulado “Peladas”, de Arnaldo Nogueira, projetado (utilizando um notebook) em datashow. Para isso, apresentar-lhes-á, primeiramente, o título do texto e lançará questionamentos, como:
            – Esse título ainda chama a atenção do leitor? Por quê?
            – O que ele sugere?
            – Pelo título, o que vocês imaginam? Quem será a personagem central? Qual será o conflito – o problema ou a questão da crônica?
            – Como poderia ser o desfecho – a conclusão de uma crônica cujo título é “Peladas”?
            Após lerem o texto, os alunos deverão interpretá-lo:
            – O que acharam da personagem principal? Que recursos linguísticos o autor usou para lhe dar realce?
-        Qual o tom da crônica: Lírico? Reflexivo? Humorístico? Por que acham isso?
-        O autor é observador ou personagem (foco narrativo)?
-        Esse texto fez vocês pensarem? Que ideias vieram à cabeça? E que sentimentos?
            Posteriormente, a professora pedirá para os alunos, em dupla, responderem às questões seguintes, digitando-as e salvando-as numa pasta determinada:
-        Onde se passa a história? Qual o cenário?
-        Que acontecimento transformou a praça? Que recursos o autor utilizou para realçar essa transformação?
-        Qual foi o conflito?
-        No sétimo parágrafo o autor se refere à bola caracterizando-a como coitadinha. O que esse adjetivo no diminutivo sugere?
-        Que expressões do cotidiano o autor usa no oitavo parágrafo?
-        Como o cronista fez o desfecho? Que impressão esse desfecho lhe causou?
            Depois de realizada a tarefa solicitada, a professora pedirá ao alunos para  salvarem em um pendrive o material que elaboraram ( respostas dadas pelas duplas) a  fim de imprimi-lo e socializá-lo com a turma.
RECURSOS NECESSÁRIOS
  • Papel e canetões para a confecção do cartaz referente às figuras de linguagem;
  • Cartões contendo palavras do universo do futebol;
  • Dicionários de língua portuguesa para os grupos pesquisarem as palavras;
  • CD-ROM de crônicas;
  • Um notebook ;
  • Datashow;
  • Microcomputadores (Laboratório de Informática).

AVALIAÇÃO
Pautados na concepção de que a avaliação deve realizar-se num espaço em que sejam considerados aquele que ensina, aquele que aprende e a relação intrínseca que se estabelece entre todos os participantes do processo de aprendizado, durante toda as atividades propostas, a professora se manterá atenta à participação ativa de cada aluno.
            Assim, observará se os discentes compreenderão o texto lido, se atribuirão sentido ao texto, posicionando-se criticamente diante dele, se construirão as características pertinentes ao gênero textual trabalhado (crônica) e se conseguirão utilizar os conceitos e procedimentos constituídos na prática de análise linguística.
            Portanto, a avaliação será processual e dialógica.

* As atividades foram adaptadas, pois nossa escola não possui internet.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. Parâmetros curriculares nacionais de língua portuguesa: ensino de quinta a oitava séries. Brasília: MEC/SEF, 2001.
Caderno do professor:

KOCH, I.V. e FAVERO L.L. O texto e a construção de sentidos. São Paulo: Contexto, 1997.
___________. Linguística textual: introdução. São Paulo: Cortez, 1994.
LAGINESTRA, Maria Aparecida e PEREIRA, Maria Imaculada Pereira. Olimpíada de Língua Portuguesa. A ocasião faz o escritor: caderno do professor. São Paulo: Cenpec, 2010.



                     ESCOLA MUNICIPAL NAPOLEÃO VOLPE
                          Professora: Marília de Souza Neves

Registro digital da experiência

Descrição de atividades (oficinas) realizadas em junho/2012*

Disciplina: Língua Portuguesa
Conteúdo curricular: leitura e compreensão de texto escrito
Tema das oficinas: Histórias do Cotidiano: explorando os elementos de uma crônica
Turma onde aplicará as atividades: 9º ano
Tempo previsto para a aplicação das oficinas: 4 aulas de 50 minutos

OBJETIVOS DA APRENDIZAGEM
Explorar os elementos constitutivos de uma crônica e os recursos literários utilizados pelo autor.
Empregar as figuras de linguagem.
Conhecer expressões próprias do mundo do futebol.
Ler uma crônica de Armando Nogueira.
Utilizar o Laboratório de Informática para ampliar a visão dos alunos sobre o gênero textual estudado.
Utilizar as linguagens oral e escrita, respeitando as opiniões dos colegas.

RECURSOS NECESSÁRIOS
Papel e canetões para a confecção do cartaz referente às figuras de linguagem;
Cartões contendo palavras do universo do futebol;
Dicionários de língua portuguesa para os grupos pesquisarem as palavras;
CD-ROM de crônicas;
Um notebook ;
Datashow;
Microcomputadores (Laboratório de Informática).

                                    DESCRIÇÃO DO PROJETO
Primeiramente, motivei a turma a participar das aulas, explicando aos alunos que participariam de oficinas relativas à Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro (continuar o trabalho iniciado). Seguidamente, recapitulei com os alunos os conceitos e exemplos de figuras de linguagem (comparação, metáfora, catacrese, metonímia, personificação, hipérbole, sinestesia, antítese, ironia, eufemismo etc), construindo com eles um cartaz chamativo – o qual lhes serviu para consultas posteriores.
Apreciação feita pela professora: Durante essa etapa do trabalho, observei que os discentes se mostraram bastante empolgados, participaram com entusiasmo e fiquei feliz com o resultado obtido, pois percebi que a temática abordada – futebol – despertou-lhes o interesse.
No segundo momento, dividi a sala em grupos – de modo que em cada um deles houvesse pelo menos um aluno que gostasse de futebol – e lhes distribuí cinco cartões contendo palavras do universo do futebol e um dicionário. A tarefa consistiu em conversar sobre tais vocábulos e conhecer o significado dessas palavras no dia a dia e no futebol. Por exemplo, chocolate: produto alimentício de cor marrom, sólido, pastoso ou em pó, que tem como matéria-prima o cacau; e chocolate: goleda, derrota de um time por placar expressivo. Depois, pedi aos alunos que conferissem no dicionário as definições do grupo. Caso o grupo não acertasse, deveria corrigir e escrever a resposta correta. Feito isso,  solicitei que a turma compartilhasse  o resultado do trabalho (usei a disposição dos alunos em semicírculo) e retomei o sentido da palavra “pelada”.
Apreciação feita pela professora: Nessa etapa, as atividades exigiram mais conhecimentos dos alunos, todavia me surpreendi. Eles demonstraram ter uma intimidade com as palavras relacionadas ao tema e o trabalho foi realizado com sucesso.
No terceiro momento, conduzi os alunos ao Laboratório de Informática a fim de que lessem o texto intitulado “Peladas”, de Arnaldo Nogueira, projetado (utilizando um notebook) em datashow. Para isso, apresentei-lhes, primeiramente, o título do texto e lancei questionamentos, como:
– Esse título ainda chama a atenção do leitor? Por quê?
– O que ele sugere?
– Pelo título, o que vocês imaginam? Quem será a personagem central? Qual será o conflito – o problema ou a questão da crônica?
– Como poderia ser o desfecho – a conclusão de uma crônica cujo título é “Peladas”?
Após lerem o texto, os alunos tiveram de interpretá-lo:
– O que acharam da personagem principal? Que recursos linguísticos o autor usou para lhe dar realce?
Qual o tom da crônica: Lírico? Reflexivo? Humorístico? Por que acham isso?
O autor é observador ou personagem (foco narrativo)?
Esse texto fez vocês pensarem? Que ideias vieram à cabeça? E que sentimentos?
Posteriormente, pedi a eles que, em dupla, respondessem às questões seguintes, digitando-as e salvando-as numa pasta determinada:
Onde se passa a história? Qual o cenário?
Que acontecimento transformou a praça? Que recursos o autor utilizou para realçar essa transformação?
Qual foi o conflito?
No sétimo parágrafo o autor se refere à bola caracterizando-a como coitadinha. O que esse adjetivo no diminutivo sugere?
Que expressões do cotidiano o autor usa no oitavo parágrafo?
Como o cronista fez o desfecho? Que impressão esse desfecho lhe causou?
Depois de realizada a tarefa solicitada, pedi aos alunos para salvarem em um pendrive o material que haviam elaborado (respostas dadas pelas duplas) a  fim de imprimi-lo e socializá-lo com a turma.
Apreciação feita pela professora: Tal etapa foi mais complexa, pois exigiu que os alunos expusessem o aprendizado adquirido, utilizando, assim a Língua Portuguesa e as TIC para comprovar sua aprendizagem. Embora tivesse que fazer intervenções seguidas, obtivemos um resultado positivo.

CARACTERÍSTICAS DA TURMA

As oficinas foram aplicadas na turma de nono ano, composta, atualmente, por  quatorze alunos, sendo cinco meninas e nove meninos.
Essa sala contém alguns alunos que possuem  bastante dificuldade nas práticas de leitura e compreensão  produção textual.
As atividades foram realizadas durante quatro aulas de Língua Portuguesa – ministradas por mim – e todos os discentes participaram com entusiasmo.

AVALIAÇÃO/ RESULTADOS OBTIDOS

Pautados na concepção de que a avaliação deve realizar-se num espaço em que sejam considerados aquele que ensina, aquele que aprende e a relação intrínseca que se estabelece entre todos os participantes do processo de aprendizado, durante toda as atividades propostas, mantive-me atenta à participação ativa de cada aluno.
Assim, observei se os discentes compreenderam o texto lido, se atribuíram sentido ao texto, posicionando-se criticamente diante dele, se construíram as características pertinentes ao gênero textual trabalhado (crônica) e se conseguiram utilizar os conceitos e procedimentos constituídos na prática de análise linguística.
Portanto, a avaliação – processual e dialógica – possibilitou-me verificar que os objetivos propostos foram alcançados.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

   *As atividades foram adaptadas, pois nossa escola não possui internet.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. Parâmetros curriculares nacionais de língua portuguesa: ensino de quinta a oitava séries. Brasília: MEC/SEF, 2001.
Caderno do professor:
KOCH, I.V. e FAVERO L.L. O texto e a construção de sentidos. São Paulo: Contexto, 1997.
___________. Linguística textual: introdução. São Paulo: Cortez, 1994.
LAGINESTRA, Maria Aparecida e PEREIRA, Maria Imaculada Pereira. Olimpíada de Língua Portuguesa. A ocasião faz o escritor: caderno do professor. São Paulo: Cenpec, 2010.
http://portuguesonline.no.sapo.pt/cronica.htm
http://www.nacaocultural.pe.gov.br/o-que-e-uma-cronica-admmauro-gommes/
http://www.brasilescola.com/redacao/a-cronica.htm

Escrever é...


Escrever é emitir opinião, externar sentimentos, dialogar com o mundo, dar vez e voz aos mistérios do nosso âmago, extravasar emoções através de linhas distintas, oferecendo, pois, sentido à própria existência.


 Escrevo porque descobri que cada linha preenchida significa a explosão de um pedacinho do eu que vive em mim. Assim, a escrita revigora a minha alma.
                                                                                                                      (Marília de Souza Neves)

Professora aprendiz


Sou uma professora aprendiz à procura de novos conhecimentos. Sei o quanto preciso melhorar, todavia, sinto-me feliz por estar participando desta formação, pois o uso das TIC no âmbito escolar é de suma importância - visto que os educandos clamam por aulas bem planejadas, recheadas de criatividade e recursos múltiplos. Acredito que se o professor mudar, os alunos também mudarão. Mesmo enfrentando obstáculos diversos, podemos fazer melhor, agir melhor, posicionarmo-nos adequadamente. A sede pela aquisição do conhecimento se faz latente. Precisamos, pois, atender às expectativas dos discentes e nos sentir mais seguros, mais confiantes quanto ao "manejo" dos equipamentos midiais. Logo, teremos um longo trajeto a percorrer...

       Síntese do artigo lido

 A sociedade da aprendizagem e o desafio de converter informação em conhecimento

            Hodiernamente, deparamo-nos com um questionável paradoxo: muitos são os alunos que não conseguem aprender aquilo que a sociedade lhes cobra; de outro lado, constatamos a busca desmedida de alguns para adquirirem múltiplos conhecimentos ao mesmo tempo.
            Posto isso, corroboramos com Pozo, ao dizer que “cada vez se aprende mais e cada vez se fracassa mais (Pozo, 2001). Diante desse cenário, o que cabe à escola fazer? Que ferramentas deve utilizar a fim de diminuir o fracasso escolar, promovendo uma aprendizagem significativa?
            Em meio a tais questionamentos, a “nova cultura da aprendizagem” busca transformar a sociedade do conhecimento, almejando propiciar um âmbito acolhedor àqueles que anseiam aprender.
            Todavia, o processo de alfabetização abrange competências maiores. Para que o indivíduo se conecte a esse mundo virtual, necessário não apenas decodificar palavras, mergulhar no universo do letramento, como também, estar informaticamente alfabetizado, manejar com propriedade o computador e utilizá-lo a seu próprio favor – incorporá-lo no seu cotidiano a fim de facilitar a construção e/ou aquisição do conhecimento, o qual, certamente, é ilimitado.
            Com o desbravamento da Era Digital e o avanço das tecnologias da informação, a escola passa a não se constituir como a primeira fonte de conhecimento para os discentes, já que muitos recorrem a novos equipamentos capazes de responderem às suas dúvidas. Assim, surge outro problema: ou a escola utiliza também tais equipamentos para as práticas pedagógicas ou passa a concorrer com eles – o que, convenhamos, é bastante desleal, visto que a multiplicidade de vantagens que as mídias oferecem são consideravelmente superiores ao tão-somente “quadro e giz”.
            O ingresso ao mundo da nova cultura da aprendizagem promove, ainda, a formação de um sujeito cidadão, inserido na sociedade de forma democrática, inclusiva.
            Além disso, o ensino de novas competências para a gestão do conhecimento requer um trabalho bem delineado dos professores, pois a eles cabe a incumbência de inserir os educandos no universo da gestão metacognitiva, propiciando-lhes o enfrentamento de tarefas e desafios que os envolverão na sociedade do conhecimento. Para tanto,  mister se faz “ensinar os alunos a partir das diferentes áreas do currículo, cinco tipos de capacidades para a gestão metacognitiva do conhecimento” ( Pozo e Postigo, 2000 -2001), que se referem, prioritariamente, à aquisição, interpretação, análise, compreensão e comunicação da informação.
            Logo, necessário se faz rompermos com paradigmas conservadores no âmbito educacional, aprendendo a navegar na internet sem nos distanciarmos da leitura crítica diante das ilimitadas informações que nos chegam velozmente a cada instante.