ESCOLA MUNICIPAL NAPOLEÃO VOLPE
Professora: Marília de Souza Neves
Registro digital da experiência
Descrição de atividades (oficinas) realizadas em junho/2012*
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Disciplina: Língua Portuguesa
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Conteúdo curricular: leitura e compreensão de texto escrito
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Tema das oficinas: Histórias do Cotidiano: explorando os elementos de uma crônica
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Turma onde aplicará as atividades: 9º ano
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Tempo previsto para a aplicação das oficinas: 4 aulas de 50 minutos
OBJETIVOS DA APRENDIZAGEM
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Explorar os elementos constitutivos de uma crônica e os recursos literários utilizados pelo autor.
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Empregar as figuras de linguagem.
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Conhecer expressões próprias do mundo do futebol.
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Ler uma crônica de Armando Nogueira.
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Utilizar o Laboratório de Informática para ampliar a visão dos alunos sobre o gênero textual estudado.
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Utilizar as linguagens oral e escrita, respeitando as opiniões dos colegas.
RECURSOS NECESSÁRIOS
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Papel e canetões para a confecção do cartaz referente às figuras de linguagem;
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Cartões contendo palavras do universo do futebol;
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Dicionários de língua portuguesa para os grupos pesquisarem as palavras;
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CD-ROM de crônicas;
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Um notebook ;
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Datashow;
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Microcomputadores (Laboratório de Informática).
DESCRIÇÃO DO PROJETO
Primeiramente, motivei a turma a participar das aulas, explicando aos alunos que participariam de oficinas relativas à Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro (continuar o trabalho iniciado). Seguidamente, recapitulei com os alunos os conceitos e exemplos de figuras de linguagem (comparação, metáfora, catacrese, metonímia, personificação, hipérbole, sinestesia, antítese, ironia, eufemismo etc), construindo com eles um cartaz chamativo – o qual lhes serviu para consultas posteriores.
Apreciação feita pela professora: Durante essa etapa do trabalho, observei que os discentes se mostraram bastante empolgados, participaram com entusiasmo e fiquei feliz com o resultado obtido, pois percebi que a temática abordada – futebol – despertou-lhes o interesse.
No segundo momento, dividi a sala em grupos – de modo que em cada um deles houvesse pelo menos um aluno que gostasse de futebol – e lhes distribuí cinco cartões contendo palavras do universo do futebol e um dicionário. A tarefa consistiu em conversar sobre tais vocábulos e conhecer o significado dessas palavras no dia a dia e no futebol. Por exemplo, chocolate: produto alimentício de cor marrom, sólido, pastoso ou em pó, que tem como matéria-prima o cacau; e chocolate: goleda, derrota de um time por placar expressivo. Depois, pedi aos alunos que conferissem no dicionário as definições do grupo. Caso o grupo não acertasse, deveria corrigir e escrever a resposta correta. Feito isso, solicitei que a turma compartilhasse o resultado do trabalho (usei a disposição dos alunos em semicírculo) e retomei o sentido da palavra “pelada”.
Apreciação feita pela professora: Nessa etapa, as atividades exigiram mais conhecimentos dos alunos, todavia me surpreendi. Eles demonstraram ter uma intimidade com as palavras relacionadas ao tema e o trabalho foi realizado com sucesso.
No terceiro momento, conduzi os alunos ao Laboratório de Informática a fim de que lessem o texto intitulado “Peladas”, de Arnaldo Nogueira, projetado (utilizando um notebook) em datashow. Para isso, apresentei-lhes, primeiramente, o título do texto e lancei questionamentos, como:
– Esse título ainda chama a atenção do leitor? Por quê?
– O que ele sugere?
– Pelo título, o que vocês imaginam? Quem será a personagem central? Qual será o conflito – o problema ou a questão da crônica?
– Como poderia ser o desfecho – a conclusão de uma crônica cujo título é “Peladas”?
Após lerem o texto, os alunos tiveram de interpretá-lo:
– O que acharam da personagem principal? Que recursos linguísticos o autor usou para lhe dar realce?
Qual o tom da crônica: Lírico? Reflexivo? Humorístico? Por que acham isso?
O autor é observador ou personagem (foco narrativo)?
Esse texto fez vocês pensarem? Que ideias vieram à cabeça? E que sentimentos?
Posteriormente, pedi a eles que, em dupla, respondessem às questões seguintes, digitando-as e salvando-as numa pasta determinada:
Onde se passa a história? Qual o cenário?
Que acontecimento transformou a praça? Que recursos o autor utilizou para realçar essa transformação?
Qual foi o conflito?
No sétimo parágrafo o autor se refere à bola caracterizando-a como coitadinha. O que esse adjetivo no diminutivo sugere?
Que expressões do cotidiano o autor usa no oitavo parágrafo?
Como o cronista fez o desfecho? Que impressão esse desfecho lhe causou?
Depois de realizada a tarefa solicitada, pedi aos alunos para salvarem em um pendrive o material que haviam elaborado (respostas dadas pelas duplas) a fim de imprimi-lo e socializá-lo com a turma.
Apreciação feita pela professora: Tal etapa foi mais complexa, pois exigiu que os alunos expusessem o aprendizado adquirido, utilizando, assim a Língua Portuguesa e as TIC para comprovar sua aprendizagem. Embora tivesse que fazer intervenções seguidas, obtivemos um resultado positivo.
CARACTERÍSTICAS DA TURMA
As oficinas foram aplicadas na turma de nono ano, composta, atualmente, por quatorze alunos, sendo cinco meninas e nove meninos.
Essa sala contém alguns alunos que possuem bastante dificuldade nas práticas de leitura e compreensão produção textual.
As atividades foram realizadas durante quatro aulas de Língua Portuguesa – ministradas por mim – e todos os discentes participaram com entusiasmo.
AVALIAÇÃO/ RESULTADOS OBTIDOS
Pautados na concepção de que a avaliação deve realizar-se num espaço em que sejam considerados aquele que ensina, aquele que aprende e a relação intrínseca que se estabelece entre todos os participantes do processo de aprendizado, durante toda as atividades propostas, mantive-me atenta à participação ativa de cada aluno.
Assim, observei se os discentes compreenderam o texto lido, se atribuíram sentido ao texto, posicionando-se criticamente diante dele, se construíram as características pertinentes ao gênero textual trabalhado (crônica) e se conseguiram utilizar os conceitos e procedimentos constituídos na prática de análise linguística.
Portanto, a avaliação – processual e dialógica – possibilitou-me verificar que os objetivos propostos foram alcançados.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
*As atividades foram adaptadas, pois nossa escola não possui internet.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. Parâmetros curriculares nacionais de língua portuguesa: ensino de quinta a oitava séries. Brasília: MEC/SEF, 2001.
Caderno do professor:
KOCH, I.V. e FAVERO L.L. O texto e a construção de sentidos. São Paulo: Contexto, 1997.
___________. Linguística textual: introdução. São Paulo: Cortez, 1994.
LAGINESTRA, Maria Aparecida e PEREIRA, Maria Imaculada Pereira. Olimpíada de Língua Portuguesa. A ocasião faz o escritor: caderno do professor. São Paulo: Cenpec, 2010.
http://portuguesonline.no.sapo.pt/cronica.htm
http://www.nacaocultural.pe.gov.br/o-que-e-uma-cronica-admmauro-gommes/
http://www.brasilescola.com/redacao/a-cronica.htm